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A história do Hambúrguer

No século XIII, os cavaleiros tártaros utilizavam uma técnica peculiar para moer a carne dura e crua levando-a na sela de seus cavalos. Após horas de galope o alimento se transformava em uma pasta mais fácil para mastigar. Era o chamado "bife tártaro", que se consumia cru, como ainda se serve em restaurantes, acompanhado de uma gema de ovo também crua.Cinco séculos mais tarde o alimento chegou ao porto de Hamburgo, na Alemanha, onde se incorporou aos hábitos alimentares da população local.





No início do século XIX, imigrantes alemães levaram para os Estados Unidos a receita já adaptada aos seus costumes, que consistia em grelhar a carne levemente com cebolas. No final desse século um dono de restaurante em Washington teve a idéia de colocar o hambúrguer entre duas fatias de pão e transformá-lo em sanduíche.

O hambúrguer no Brasil

A introdução do hambúrguer nos costumes do brasileiro deve-se ao americano Robert Falkenburg, campeão de tênis em Winbledon, que apostou nessa idéia e abriu em 1952, no Rio de Janeiro, a primeira lanchonete que seguia os padrões americanos. Atreladas ao hambúrguer vieram outras novidades como o milk shake e o sundae. O sucesso aconteceu imediatamente,e esta lanchonete passou a fazer parte da crônica social do Rio e do Brasil. Celebridades da época frequentavam a loja; gente como o compositor Villa Lobos, o músico de jazz Booker Pittman, entre outros, eram frequentadores assíduos do local.

O hambúrguer no mundo

O sanduíche que nasceu no lombo de um cavalo transformou-se em um dos maiores geradores de negócios, tendo caído no gosto das mais diversas culturas. Países com costumes diferentes têm adotado o hábito de hambúrguer com adaptações. Na índia, por exemplo, utiliza-se carne de carneiro no lugar da bovina; nas regiões onde a religião muçulmana é predominante, uma rede de lanchonetes projeta suas lojas com salões separadas para mulheres solteiras e famílias, cada um com caixas para pagamento e pedido para que não haja encontros não permitidos pelos costumes. Quatro vezes por dia as lojas cessam as atividades para dar lugar ao momento de prece. O mercado do hambúrguer vem comprovando que não tem fronteiras e nos faz parar para pensar aonde estará o limite desse crescimento. O assunto dá margens para "futurólogos" tentarem suas previsões na área e tentar responder qual a porcentagem da população do planeta que será alimentada pelo sanduíche: há quem arrisque dizer que esse número já ultrapassou 1 por cento em 1999!!!


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